Tag Archive for Doenças Cardíacas

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença cardíaca que ocasiona o estreitamento dos vasos sanguíneos que fornecem sangue e oxigênio ao coração. É uma doença grave que possui alto índice de morte em pacientes que apresentam um problema cardíaco.

A aterosclerose é provocada devido ao acúmulo de placas nas artérias do coração causando o estreitamento dessas artérias dificultando a passagem de oxigênio e sangue ao coração. Em alguns casos, o sangue pode ser completamente impedido de passar pela artéria.

Fatores de risco de uma aterosclerose

  • Idade: Quanto mais velho for o paciente, maior a chance de apresentar uma aterosclerose;
  • Sexo: Os homens são mais propícios de possuir um problema cardíaco. Porém, as mulheres com menopausa possuem uma probabilidade superior de apresentar essa doença cardiovascular;
  • Genes: A genética é um fator importante para diagnosticar uma possível aterosclerose.

Além desses fatores, existem doenças que podem aumentar o risco de ter uma doença cardíaca coronária como:

  • Glicose alta, ou seja, diabetes. Pessoas que possuem essa patologia estão no grupo de risco;
  • Hipertensão (pressão alta). Os indivíduos que possuem pressão alta também estão mais propícios a apresentar uma aterosclerose;
  • Colesterol elevado. É importante controlar o colesterol com uma boa alimentação e exercícios físicos para combater uma possível doença do coração;
  • Além disso, problemas como tabagismo, doenças renais, uso de drogas, inclusive o álcool, obesidade e sedentarismo podem agravar a doença.

Sintomas

Geralmente o paciente que apresenta uma aterosclerose possui diversos sintomas. Dentre os sintomas mais comuns estão:

  • Dor no peito;
  • Dificuldade na respiração;
  • Fadiga e fraqueza.

Aterosclerose

Diagnóstico

Existem diversos exames essenciais que ajudam no diagnóstico da doença. Eles são importantes para detectar o problema e alcançar um possível tratamento. Os exames mais indicados são:

  • Angiografia: Ajuda a avaliar o estado das artérias;
  • Ecocardiograma: Mostra imagens detalhadas do coração;
  • Eletrocardiograma: Avalia a carga elétrica do coração;
  • Tomografia computadorizada por feixe de elétrons: Demonstra o nível de cálcio do interior das artérias;
  • Ressonância magnética;
  • Teste de esforço físico.

Tratamento

Normalmente o início do tratamento é combater ou controlar problemas que podem ocasionar a aterosclerose. Após isso, o uso de medicamentos para combater a doença pode ser prescrito pelo médico.

Em casos mais graves, é fundamental recorrer a cirurgias cardíacas. Algumas cirurgias são mais indicadas para que o quadro do paciente não se agrave. Essas cirurgias são essenciais para controlar o problema cardíaco podendo até mesmo conseguir a recuperação total da saúde.

As cirurgias mais adequadas são:

  • Angioplastia,  que é uma intervenção cirúrgica coronariana percutânea;
  • Ponte de safena;
  • Outras cirurgias cardíacas menos agressivas.

As pessoas que apresentam qualquer doença cardíaca, principalmente a aterosclerose, devem procurar o médico e seguir as orientações recomendadas. É importante não parar o tratamento antes que o problema seja totalmente resolvido para que, futuramente, não ocorram complicações mais severas.

Existem várias maneiras de evitar uma doença cardíaca. É fundamental que a pessoa pratique exercícios físicos regularmente de acordo com as indicações de um profissional, pois os exercícios são fundamentais para uma boa saúde. Além disso, é importante manter uma boa alimentação para que o peso não aumente e, assim, não prejudique a vida da pessoa.

É extremamente importante controlar os problemas que podem ocasionar a aterosclerose, pois essa doença pode agravar a situação cardíaca, levando o paciente à morte, por isso, ao perceber uma piora da saúde, é essencial procurar um especialista para evitar situações mais sérias.

Por Danielle Pereira

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Endocardite


Endocardite é uma doença inflamatória que ocorre na estrutura interna do coração, atingindo as válvulas cardíacas, podendo ser fatal ao paciente caso esteja em estado grave. Geralmente a endocardite é causada por uma bactéria ou fungo que entra na corrente sanguínea ficando alojado e se aglomerando no coração.

O termo utilizado para essa patologia causada por infecções devido à contração de uma bactéria é endocardite infecciosa, podendo ser aguda ou subaguda.

  • Endocardite infecciosa aguda: Nesse caso, o paciente corre potencialmente risco, pois a infecção é progressiva, levando o indivíduo à falência em pouco tempo. Em alguns casos acomete outros órgãos como fígado, cérebro, olhos, rins e pulmões;
  • Endocardite infecciosa subaguda: Nessa situação, a evolução da infecção é mais demorada e o tratamento pode ser mais eficiente.

Sintomas de uma endocardite

O paciente que possui uma infecção nas válvulas cardíacas pode apresentar diversos sintomas que são importantes para diagnosticar a doença, como:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Perda de peso;
  • Tosse;
  • Cefaleia;
  • Náuseas e vômitos;
  • Alterações cardíacas.

Além desses sintomas, alguns pacientes podem apresentar complicações mais graves como: insuficiência cardíaca, embolia pulmonar, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

Além das infecções causadas por fungos e bactérias, existem outros fatores que possibilitam o surgimento de infecções que causam a endocardite.

  • Uso de droga intravenosa: Devido à falta de higiene na hora de aplicar uma agulha contendo uma droga, pode ocasionar o aparecimento de bactérias que causam infecções, prejudicando a eficiência do coração. Normalmente, a endocardite que surge através de infecções pelo uso de drogas é grave, podendo levar a pessoa à morte;
  • Doenças valvulares: Pacientes que possuem algum problema nas válvulas cardíacas apresentam uma probabilidade maior de ter uma endocardite;
  • Válvulas cardíacas artificiais: As pessoas que possuem válvulas artificiais estão mais propícias a adquirir uma endocardite. Geralmente são considerados grupos de maior risco.

Endocardite

Diagnóstico

Alguns exames são essenciais para diagnosticar a patologia. O ecocardiograma e a hemocultura são importantes para demonstrar se há uma infecção sanguínea ocasionando a endocardite.

Tratamento

Quando a infecção é detectada no início, o tratamento pode ser realizado através do uso de medicamentos intravenosos, controlando a infecção antes que a mesma possa se agravar. Porém, quando o quadro do paciente estiver mais avançado é necessário recorrer à cirurgia cardíaca para realizar a troca da válvula.

Mesmo quando a cirurgia for necessária, o uso de antibióticos pode aliviar os sintomas da infecção, combatendo a bactéria causadora do problema.

Endocardite de Libman-Sacks

A endocardite de Libman-Sacks é muito rara de origem não infecciosa que aparece em paciente que apresentam uma doença chamada de lúpus eritematoso sistêmico (doença que ocasiona anticorpos que atacam o próprio corpo).

Nesse caso, é importante que o paciente faça um tratamento para combater o lúpus para que a endocardite seja controlada.

É fundamental que o indivíduo que apresente qualquer sintoma de infecção procure um especialista para evitar que essa infecção entre na corrente sanguínea e cause uma endocardite. Caso apareçam sintomas de endocardite, é extremamente importante seguir as orientações médicas e realizar o tratamento adequado para que não ocorram situações mais grave e o paciente possa adquirir uma qualidade de vida melhor.

A endocardite, quando não é tratada de forma correta ou é diagnosticada tardiamente, pode ocasionar complicações que colocam a vida do paciente em risco, podendo causar a falência de órgãos e assim a morte do indivíduo. Por isso, é importante que ao detectar uma infecção, a pessoa passe pelos exames para identificar uma possível endocardite e, dessa forma, fazer o tratamento certo.

Por Danielle Pereira

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Tumores cardíacos

Sendo um órgão humano vital, enfermidades no coração podem ocasionar problemas sérios na qualidade de vida de uma pessoa. Uma das doenças mais comuns são os tumores que podem afetar qualquer tecido cardíaco, sendo maligno ou benigno, podendo levar o portador da doença a óbito.

Tumores são anomalias que crescem no tecido do coração. Quando detectado um tumor benigno, o mesmo pode ser curado com uma pequena cirurgia ou medicamentos, porém, quando se trata de um tumor maligno (considerado câncer), o tratamento é mais agressivo e pode não ser curado completamente.

Os tumores do coração podem primários e secundários.

Tumores primários e secundários

  • Tumores primários: São raros, podendo ocorrer com mais frequência na fase adulta. Normalmente, os tumores primários se originam em um dos tecidos do coração. Podem ser cancerosos ou não;
  • Tumores secundários: São tumores com mais incidência. Começam em qualquer outro órgão e se espalham atingindo o coração, ou seja, a partir da metástase alcançam os tecidos do coração. Os tumores secundários são sempre cancerosos e mais frequentes que os tumores primários.

Esses tumores são difíceis de serem diagnosticados, pois seus sintomas, quando ocorrem, são semelhantes a diversos problemas cardíacos, por isso, são necessários exames específicos para que o problema seja identificado. Seu diagnóstico depende do alto índice de suspeita do médico, solicitando, logo após, os exames necessários.

Sintomas

Os tumores cardíacos não são fáceis de serem diagnosticados, pois seus sintomas são muito semelhantes com outras cardiopatias. Porém, em muitos casos, a suspeita deriva dos seguintes sintomas:

  • Insuficiência cardíaca repentina;
  • Surgimentos de arritmias;
  • Queda brusca da pressão arterial.

Porém, esses sintomas não são diagnósticos apenas de tumores e podem levar à falsa sensação de que o paciente possua outra patologia cardíaca.

Para detectar os tumores secundários, é necessário observar os sintomas gerados pelo câncer em outra parte do organismo, visto que esses tumores, apesar de se iniciarem em outros órgãos, podem ocasionar distúrbios cardíacos no paciente.

Tumores cardíacos

Exames realizados para detecção

Alguns exames são essenciais para diagnosticar os tumores do coração:

  • Eletrocardiograma: É um exame indolor e simples no qual se amplificam os impulsos elétricos do coração;
  • Radiografias: Esse exame demonstra o tamanho e formato do coração. Além disso, marcam os contornos dos vasos sanguíneos ao redor dos pulmões e do tórax;
  • Ressonância magnética: É utilizado um potente campo magnético para obter imagens do coração e do tórax;
  • Tomografia: Apesar de nem sempre ser utilizada, a tomografia detecta as anomalias estruturais do coração;
  • Ecocardiograma: É um dos exames mais utilizados para detectar a patologia cardíaca. Demonstra o coração e os vasos sanguíneos em diversos ângulos e detalhadamente.

Tratamento

  • Em caso de tumor benigno, é necessário o tratamento à base de medicamentos e em alguns casos a cirurgia cardíaca pode ser uma opção para a remoção do tumor. Assim, o paciente pode levar uma vida mais tranquila sem as enfermidades causadas pelo mesmo;
  • Em caso do diagnóstico de tumores malignos (câncer), o tratamento é à base de medicamentos mais fortes. O paciente é submetido a radioterapias e quimioterapias para o desaparecimento das células doentes, porém, em muitos casos, a cirurgia cardíaca é necessária. Em caso de detectar um tumor secundário, ou seja, uma metástase, o profissional da saúde deve verificar a necessidade de uma cirurgia para determinar uma eficiência no tratamento, pois algumas vezes, o câncer pode ter comprometido não apenas o coração, mas outros órgãos, não havendo mais a cura do mesmo.

Por isso, é fundamental o diagnóstico do tumor no início, para que o tratamento tenha a eficiência esperada e o paciente possa ter a cura do tumor, podendo levar a vida com mais tranquilidade.

Por Danielle Pereira

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Distúrbios das válvulas cardíacas

O coração é um órgão composto por quatro válvulas que ajudam no bombear para a saída do sangue de seus compartimentos. Duas válvulas situam-se entre a aurícula e o ventrículo cardíaco, denominadas de tricúspide e vitral e duas estão nas saídas dos ventrículos, chamadas de válvula pulmonar e válvula aórtica.

Um distúrbio nas válvulas cardíacas pode ocasionar diversos problemas que se agravam, levando a pessoa à falência, caso não haja tratamento rápido. Os distúrbios que podem surgir nas válvulas cardíacas podem ocorrer de duas formas:

  • Através de uma infecção que causa o estreitamento da válvula impedindo abertura normal, prejudicando o funcionamento do coração;
  • Distúrbios em que as válvulas não se fecham completamente.

A fase de abertura e fechamento das válvulas é originada pela pressão e movimento do sangue. Quando ocorre um distúrbio, esses processos ficam limitados, ocasionando anomalias nas válvulas cardíacas.

Distúrbios nas válvulas

Distúrbio na válvula aórtica

Pode ocorrer uma estenose aórtica até mesmo no nascimento do indivíduo ou pode ser resultado de um reumatismo cardíaco. O trabalho de bombear o sangue, devido ao estreitamento da válvula, fica comprometido e o escoamento estreito do sangue provoca um alargamento do ventrículo esquerdo do coração.

A pessoa com esse distúrbio pode apresentar dificuldade em respirar, angina e desmaios.

Outro distúrbio é a insuficiência aórtica que ocasiona um forçamento no ventrículo esquerdo, ocasionando uma dilatação na sua estrutura. A pessoa com esse distúrbio pode ter uma elevação anormal da pressão arterial quando expelindo o volume necessário do sangue para o corpo e, logo após, uma queda brusca da pressão devido ao retorno do sangue para o coração.

Distúrbio na válvula mitral

A estenose mitral causa o engrossamento da válvula e geralmente apresenta coagulações sanguíneas. Os sintomas desse distúrbio são: falta de ar, coloração no rosto e problemas pulmonares.

A insuficiência mitral tem como causa principal a afecção conhecida como válvula lassa, onde a válvula mitral intumesce em direção à aurícula.

Distúrbio da válvula tricúspide

Essa insuficiência causa uma elevação na pressão da aurícula direita e nas veias que fornecem o sangue para a aurícula. Os sintomas geralmente são: congestão das veias do pescoço e anormalidade do volume do fígado.

Distúrbio da válvula pulmonar

Esse distúrbio não é comum de ocorrer, porém pode ser desencadeado devido a alguma patologia cardíaca. Normalmente, ocorre uma elevação na pressão pulmonar demonstrando um possível distúrbio da válvula pulmonar.

Abaixo, uma imagem apresentando o posicionamento de cada uma dessas válvulas no interior do coração:

Válvulas cardíacas

Sintomas de uma insuficiência nas válvulas cardíacas

Existem sintomas que demonstram um possível distúrbio nas válvulas cardíacas, como:

  • Dificuldade de respirar;
  • Dor no tórax;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Fraqueza e aumento de peso.

Diagnóstico

Alguns exames são fundamentais para diagnosticar os problemas das válvulas:

  • Eletrocardiograma: Onde são registradas as cargas elétricas do coração;
  • Ecocardiograma: Permite verificar as condições das válvulas e do músculo do coração;
  • Ressonância magnética: Demonstra detalhadamente a parte interna do coração;
  • Em algumas situações o uso de um cateterismo é necessário para diagnosticar as válvulas danificadas;
  • Radiografia: Demonstra o tamanho e forma dos pulmões e do coração.

Tratamento

Em muitos casos o uso de medicamentos para controlar alguns problemas das válvulas cardíacas pode ser essencial, pois controla a insuficiência diagnosticada, porém, em casos mais graves, é necessária a cirurgia cardíaca para que não se agrave a situação do paciente e a cura se torne possível.

É fundamental o diagnóstico de um distúrbio cardíaco, pois a demora do tratamento pode ser fatal para a pessoa. Por isso, é importante procurar ajuda médica caso apresente algum sintoma.

Por Danielle Pereira

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Arritmia cardíaca

O coração é um órgão vital formado por camadas e paredes musculares que tem como função bombear uma quantidade de volume suficiente de sangue por todo o nosso organismo, fornecendo batimentos cardíacos em uma velocidade constante e eficiente para manter um ser humano saudável.

Os batimentos cardíacos podem variar dependendo da pessoa, podendo em alguns momentos ter uma variação mais lenta, denominada bradiarritmias, ou uma aceleração nos batimentos, chamada de taquiarritmias. Algumas vezes essas variações podem ocorrer sem que seja detectado algum distúrbio de saúde. Porém, em outros casos, pode ser sinal de um problema cardíaco ou alguma outra patologia do organismo. Tal variação irregular nos batimentos cardíacos é conhecida como arritmia cardíaca ou ritmo cardíaco anormal.

Sintomas de uma irregularidade no ritmo cardíaco

As pessoas que por algum motivo percebem uma irregularidade nos batimentos do coração, normalmente apresentam palpitações. São fatores primordiais para detectar um ritmo cardíaco anormal.

Palpitações

É uma percepção da irregularidade do batimento cardíaco. Geralmente, as pessoas apresentam palpitações, mas não possuem fatores patológicos. Porém alguns indivíduos apresentam problemas que desencadeiam as palpitações, chamadas arritmias cardíacas. As arritmias podem causar alguns sintomas, como:

  • Palpitações mais intensas;
  • Dificuldade de respirar;
  • Tonteiras;
  • Dor no peito.

Arritmia Cardíaca

Causas de uma arritmia

As arritmias podem ser causadas por diversos problemas, dentre eles estão o uso excessivo de álcool, o tabagismo, uso de drogas, cafeína, baixa oxigenação no sangue, excesso de hormônios tireoidiano e estresse.

A anormalidade do ritmo cardíaco devido a esses fatores pode ocasionar:

  • Arritmias atriais: Os impulsos elétricos do coração são disparados de forma rápida e anormal ocasionando contrações rápidas e irregulares do ventrículo, podendo oscilar de acordo com o tipo de arritmia atrial, existindo três arritmias atriais: taquicardias atriais, flutter atrial e taquicardia paroxística atrial;
  • Arritmias ventriculares: São taquiarritmias que se iniciam nos ventrículos do coração, podendo ocasionar taquicardias em uma parte do ventrículo ou em várias partes ao mesmo tempo, causando um distúrbio mais caótico. Devido ao problema gerado por esse tipo de arritmia, é necessário tratamento urgente, pois pode levar o paciente a morte. Além de doenças, alguns medicamentos podem ocasionar a arritmia ventricular. Por isso, o tratamento com remédios deve ser extremamente rigoroso, tendo de ser controlado e monitorado por profissional de saúde;
  • Bradicardias: Essa arritmia pode ser causada por alguma doença ou por uso de determinados medicamentos. É um problema que tem como sintoma desmaios e visões turvas. Em alguns casos mais graves, uma cirurgia para a colocação de marca-passo é necessária.

Diagnóstico

Para diagnosticar uma irregularidade nos batimentos cardíacos é necessário ficar atento aos sintomas do paciente:

  • Verificar se as palpitações podem ser causadas por uma arritmia;
  • Se o paciente sofrer de arritmias é importante detectar qual é o problema que causa essas arritmias para um possível tratamento.

Além da percepção dos sintomas, alguns exames são necessários para diagnosticar as arritmias e estabelecer o tratamento mais adequado:

  • O eletrocardiograma pode ser realizado para detectar as atividades do coração e verificar se há uma irregularidade nas pulsações elétricas cardíacas;
  • Em alguns casos pode ser necessário o uso de teste ergométrico para verificar se alguma arritmia é causada pelo esforço físico;
  • É importante realizar o ecocardiograma para verificar se há alguma anomalia nas estruturas das paredes do coração.

Em alguns casos, o médico pode optar por realizar um cateterismo para identificar o local do estreitamento da artéria responsável por desencadear a arritmia.

Caso a arritmia seja provocada por algum problema de saúde, um exame de sangue pode detectar o nível dos hormônios tireoidianos.

É fundamental a verificação dos sintomas de uma palpitação, visto que pode representar uma arritmia. Detectando o problema e a causa, o médico pode realizar o tratamento mais adequado e o paciente pode conquistar uma vida mais saudável.

Por Danielle Pereira

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Dissecção da aorta

Dissecção da aorta é um termo referente a um problema que ocorre na aorta, é um “rasgo” que acontece nas paredes da aorta. Essa artéria é composta por três camadas, e a dissecção faz com que essas camadas se dividam, fazendo com que o trajeto percorrido pelo sangue seja feito por um caminho diferente do normal. A dissecção pode se agravar, levando o paciente à morte, mesmo que a pessoa esteja em tratamento, devido à hemorragia que ocorre para dentro e ao longo da artéria.

Causa

A causa de uma dissecção está relacionada com um enfraquecimento das estruturas das paredes da artéria. Alguns fatores contribuem para o surgimento de uma dissecção:

  • Hipertensão: a pressão alta pode causar uma dissecção da aorta levando o paciente a um estado mais grave;
  • Aterosclerose: pessoas portadoras de uma aterosclerose podem ter uma laceração nas paredes da aorta;
  • Tabagismo: as chances de um fumante desenvolver uma dissecção são maiores.

Outros fatores de risco que facilitam o surgimento de uma dissecção dessa artéria são: envelhecimento, estreitamento da aorta, cirurgias cardíacas, gravidez e inflamação vascular.

Dissecção da aorta

Sintomas

O paciente que tiver uma dissecção geralmente apresenta sintomas como:

  • Dor forte na região do tórax e na coluna, podendo atingir os membros superiores e inferiores;
  • Pode ocorrer uma elevação na pressão arterial. Devido a essa hipertensão, a dor apresentada no tórax pode ser mais aguda;
  • O paciente pode ter certa confusão ou desorientação mental;
  • Há uma diminuição dos movimentos e das sensações de alguma parte do corpo;
  • A pessoa com uma dissecção pode apresentar sinais de tonturas, podendo ocorrer secura na boca, desmaios e a pele pode apresentar uma aparência pálida;
  • Podem acontecer alterações na pulsação da pessoa;
  • Dificuldade de respiração, principalmente quando permanece deitado.

Diagnóstico

Quando um paciente apresenta algum dos sintomas, em especial as dores torácicas e a hipertensão arterial, o médico pode suspeitar de uma dissecção solicitando exames mais específicos para diagnosticar uma possível dissecção, como: ecocardiograma, angiotomografia, ressonância magnética e raio x que pode demonstrar um alargamento do peito ou líquido no pulmão. Dessa forma, depois de realizados os exames, o profissional da saúde poderá detectar o problema e direcionar o paciente para o tratamento mais adequado.

Tratamento

O tratamento, primeiramente, tem o objetivo de controlar a situação do paciente. Dependendo do quadro, é necessária uma cirurgia para reparar os danos causados na aorta, porém em muitos casos, o uso de medicamentos consegue contornar a situação. A escolha do tratamento depende de qual parte da aorta em que se encontra a dissecção.

Quando a dissecção ocorre próximo ao coração, o paciente possui um índice mais elevado de mortalidade, pois a necessidade de uma cirurgia aumenta, podendo ocasionar complicação durante ou após a cirurgia. Ao contrário de uma dissecção mais afastada do coração, onde muitas vezes o problema pode ser controlado com medicamentos ou a cirurgia possui menos complicações.

É extremamente importante que o paciente evite situações que podem ocasionar uma dissecção da aorta, pois é um problema que, mesmo havendo tratamento específico, pode proporcionar situações de alto risco. Sendo assim, é fundamental diagnosticar a causa de uma dissecção da aorta para iniciar, imediatamente, o tratamento adequado ao caso, para que não haja uma complicação futura, visto que a dissecção pode levar o paciente à falência, evitando, também, sintomas que podem ser mais agravantes.

Por Danielle Pereira

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Doenças do Pericárdio

O pericárdio é uma formação sacular constituída por camadas flexíveis que fica em volta do coração, contendo uma quantidade suficiente de líquido lubrificante que ajuda no deslizamento das camadas. A função do pericárdio é impedir o surgimento de infecções torácicas e que o coração se encha de sangue além do normal.

Quando aparece alguma anormalidade da obtenção do líquido nas camadas do coração, algumas doenças podem surgir no pericárdio, devido a diversos fatores, podendo haver tratamentos para a obtenção da cura ou o controle do problema. Dentre as doenças estão as pericardites aguda e crônica.

Pericardite aguda

É uma inflamação dolorosa do pericárdio, provocando a perda de líquido e de substâncias do sangue.

Causas:

A pericardite aguda ocorre devido a algumas infecções virais, podendo ser de curta duração e normalmente sem deixar sequelas. Outras causas da pericardite aguda são:

  • Infarto do miocárdio;
  • Insuficiência renal;
  • Tratamento por radioterapia;
  • Artrite reumatoide; ou
  • Pode se provocada após a realização de uma cirurgia cardíaca.

Sintomas:

Geralmente essas doenças causam febre e uma forte dor no peito que pode ser semelhante a um ataque cardíaco, piorando caso o paciente permaneça deitado, ao tossir ou ao respirar profundamente. A pericardite pode ocasionar uma perturbação mortal na pessoa.

Tratamento:

Primeiramente é essencial a descoberta do motivo que causou a doença para verificar o tratamento mais adequado. Muitas vezes é necessário o uso de antibióticos ou até mesmo uma cirurgia no coração.

Pericardite crônica

Ao contrário da pericardite aguda, a inflamação provoca o acumulo de líquido nas camadas do coração ou um espessamento que se inicia gradativamente e persiste durante longo tempo.

Existem descrições diferentes para cada pericardite crônica, como:

Pericardite Crônica Construtiva:

Acontece quando um processo inflamatório atinge as camadas do pericárdio ocasionando um engrossamento dos mesmos, além disso, provoca uma redução no tamanho do coração.

Causas:

As causas mais frequentes são vírus, radioterapia, artrite reumatoide ou cirurgia cardíaca. Porém, em muitos casos, a causa de uma pericardite crônica construtiva é desconhecida.

Sintomas:

Os sintomas podem ser diversos como: dispneia, tosse, fadiga e retenção de líquido no abdômen e nas pernas. Normalmente é indolor. Alguns exames são fundamentais para diagnosticar o problema, porém em uma radiografia são observados depósitos de cálcio no pericárdio.

Tratamento:

O uso de diuréticos pode ser recomendado, mas os medicamentos inibem os sintomas. Para uma melhora significativa, é necessária a cirurgia no pericárdio. Se a doença estiver em estágio muito avançado, a cirurgia pode não ser eficiente.

Pericardite Crônica com Derrame:

Acarreta uma acumulação mais lenta de líquido no pericárdio.

Causa:

Geralmente a causa é desconhecida, porém há relatos de que a doença se manifestou através de uma tuberculose ou por insuficiência tireóidea.

Tratamento:

O tratamento de uma pericardite crônica com derrame se faz através do uso de medicamentos que tratam a causa do problema, quando diagnosticado. Muitas vezes, quando o paciente possui uma função cardíaca estável, os especialistas optam pela observância da situação.

As doenças do pericárdio podem ser tratadas se diagnosticadas com antecedência, por isso, é fundamental que na presença de qualquer sintoma o indivíduo procure um médico para que seja tratado rapidamente sem a necessidade de cirurgia cardíaca, visto que tais cirurgias são sempre muito agressivas ao organismo.

Tratando, o paciente pode ter uma vida mais saudável, sem se preocupar com futuras complicações causadas por doenças do pericárdio.

 Por Danielle Pereira

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Cardiopatia

A cardiopatia é um termo genérico utilizado para designar as patologias do coração, ou seja, é o nome utilizado referente a qualquer doença relacionada ao coração, podendo ser dividida em quatro categorias:

  • Cardiopatia da válvula cardíaca: é um problema que impede a circulação do sangue entre os ventrículos e as aurículas do coração. As doenças nas válvulas podem ser congênitas ou contraídas por qualquer outra doença adquirida;
  • Cardiopatia congênita: são crônicas, sendo que o problema persiste desde a infância, mesmo que, em alguns casos venha ser diagnosticado tardiamente. Normalmente são malformações ou algum defeito na estrutura do coração, podendo, em muitos casos, ocasionar sérios problemas cardíacos;
  • Cardiopatia do miocárdio: o problema está relacionado ao coração não conseguir bombear o sangue para o resto do corpo, pois a pressão de saída do sangue é menor devido à redução do tônus muscular cardíaco. O problema mais comum que uma cardiopatia do miocárdio pode causa é o infarto, onde muitas vezes, o paciente necessita com urgência de uma cirurgia para tentar controlar a situação;
  • Cardiopatia infecciosa: são doenças infecciosas causadas por bactérias, vírus ou fungos, podendo afetar, algumas vezes, a membrana que reveste o coração. Esses microrganismos são contraídos e tão logo invadem o tecido do coração ocasionando diversas doenças ao paciente.

A causa mais provável de uma cardiopatia é o bloqueio ou estreitamento das artérias do coração por onde o sangue circula. Tais problemas podem ocorrer durante a vida ou podem ser causadas por um problema congênito.

Existem fatores que podem detectar se uma pessoa possui uma cardiopatia, como:

  • Arritmias: o coração deixa de obedecer à regularidade dos batimentos cardíacos, podendo oscilar em alguns casos. Algumas vezes a arritmia pode ocasionar batimentos cardíacos acelerador ou lentos, causando uma irregularidade;
  • Dor: a dor é um forte sintoma de problema cardíaco, principalmente quando se trata de uma cardiopatia do miocárdio, podendo demonstrar sinais de infartos;
  • Edema: algumas vezes, o paciente pode apresentar inchaços nas pernas. Esse sintoma pode demonstrar alguma cardiopatia;
  • Dispneia: se refere à falta de ar. Alguns casos, a pessoa com problemas cardíacos pode apresentar problemas respiratórios, necessitando o uso de oxigênio e exames mais detalhados;
  • Cianose: é quando o paciente fica com uma coloração azulada ou roxeada, isso ocorre quando o oxigênio no sangue arterial está abaixo do normal.

Em muitos casos, a cardiopatia tem tratamento podendo ser controlado com medicamentos quando descoberto rapidamente, ou através de cirurgias cardíacas, que muitas vezes, revertem o quadro da doença. Por isso, é fundamental a realização de exames periódicos, principalmente em pessoas que manifestem alguns dos sintomas citados.

É recomendada a prática de exercícios físicos, porém para as pessoas que apresentam alguma cardiopatia é fundamental o diagnóstico da doença para que o profissional da saúde analise a situação e indique os exercícios mais apropriados para aquela situação, devido ao tratamento realizado para a recuperação do paciente, visto que em alguns casos, as atividades físicas podem prejudicar e aguçar o problema cardíaco.

Por isso, é de extrema importância o diagnóstico dos possíveis problemas no coração quando uma pessoa apresentar alguns dos sintomas relacionados com uma cardiopatia.

Muitas vezes, a descoberta de alguma cardiopatia é feita através de um simples exames, levando o paciente a conseguir a cura de seu problema cardíaco. Cuidar do coração e de seus possíveis problemas podem levar a pessoa a ter uma vida mais saudável e feliz.

Por Danielle Pereira

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