Insônia – Causas, consequências e tratamento

Olá a todos!

Mais uma vez nós do Giga Mundo decidimos apresentar um texto sobre outro dos problemas de saúde que afligem a população: desta vez a insônia, um mal que literalmente tira o sono de muita gente.

Os especialistas denominam a insônia como sendo a incapacidade de iniciar ou manter o sono, devido a excesso de vigilância causada por alguma situação anormal (resultado de algum incidente recente, estresse, trauma, etc.)

Os mesmos especialistas apontam também que há dois tipos de insônia mais comuns:

  • Situacional – aquela que atinge pessoas que passaram por alguma situação difícil, desconfortável e/ou embaraçosa, como as vítimas de um assalto, por exemplo. Os insones desta categoria geralmente conseguem recuperar-se do trauma após algum tempo, voltando assim a ter noites de bom sono. Alguns profissionais da área de saúde definem esta categoria como sendo transiente;
  • Por problemas psicofisiológicos mais graves – aqui encontramos pessoas com grave quadro de depressão ou ansiedade, bem como estresse prolongado. Encontramos também profissionais cujas atividades possuem turnos alternados (como os pilotos de vôos internacionais), pois sua falta de “rotina para o sono” dificulta o mesmo. Alguns profissionais definem este tipo de insônia em duas outras categorias, a insônia intermitente e a crônica.

As causas ou fatores mais comuns que levam o indivíduo à insônia são:

  • Idade avançada do indivíduo (a insônia afeta principalmente indivíduos de meia-idade e da terceira-idade);
  • Problemas de depressão, ansiedade e/ou estresse;
  • Curiosamente, a insônia afeta mais indivíduos do sexo feminino;
  • Mudanças no ambiente ao redor (uma nova moradia, uma vizinhança mais barulhenta, mudança para um país ou região de fuso horário diferente, etc.);
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Diversos problemas de saúde podem levar ou agravar a insônia, como artrite, problemas nos rins ou no coração, asma, apnéia, narcolepsia, síndrome das pernas inquietas, mal de Parkinson e hipertireoidismo;
  • Consumo de cafeína (presente em cafés, refrigerantes e chocolates) ou álcool.

E há vários outros fatores ainda não diagnosticados ou completamente estudados, uma vez que a maioria dos problemas de natureza neurológica podem advir de uma variada combinação de fatores que muitas vezes nem mesmo percebemos!

Cerca de 16 a 40% da população sofre de insônia, desde pais de família preocupados com dívidas a profissionais que muitas vezes fazem plantão ou que possuem uma rotina irregular.

São pessoas que devido à insônia não conseguirão desempenhar muito bem suas tarefas, sentindo-se sonolentas, cansadas. E imagine então como não ficará o quadro, se o problema da pessoa for estresse e depressão com razões ligadas ao trabalho: seu corpo fica cansado, não trabalha direito e isso o irrita ainda mais, agravando o estresse e, conseqüentemente, a insônia.

A insônia afeta também a concentração e o humor das pessoas, podendo levá-las à irritabilidade mais facilmente, além de diminuir a qualidade de vida das mesmas.

Vejamos esta nota, extraída do site Paraná Oline: “Segundo um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (Ibope), em 2003, a sonolência no volante foi a terceira causa de acidentes no Brasil”.

E se pararmos para pensar nos riscos que isso pode oferecer aos profissionais e a quem depende de seus serviços, o temor aumenta ainda mais, pois estamos falando de vigilantes, pilotos de avião, motoristas de ônibus e, até mesmo, de cirurgiões plantonistas!

A fim de prevenir ou tratar o problema, algumas recomendações são feitas:

  • Pratique exercícios regularmente durante o dia, exceto nas quatro horas que antecedem a noite de sono;
  • Crie uma rotina para o hábito de sono, impondo horários para dormir e acordar, inclusive em fins de semana. É importante salientar que mesmo que vá dormir mais tarde, o horário para acordar deve ser mantido o mesmo, a fim de que o corpo “acostume-se”;
  • Quando prócimo da hora de dormir ou após acordar no meio da noite, evite álcool, cafeína, cigarro, assistir televisão, ler livros muito interessantes (e estamos falando sério, pois eles despertam nosso corpo ainda mais) e sedativos (o medicamento somente é aconselhável caso a insônia seja situacional e sob orientação médica);
  • Evite refeições pesadas à noite, pois são mais difíceis de digerir e acabam perturbando o sono. Prefira uma refeição leve, com algumas bolachas e com copo de leite morno;
  • Busque um ambiente calmo, com pouca luz e ruído e uma temperatura agradável. Cuidados com o colchão também são importantes;
  • Mude de posição na cama, pois possa ser que, sem que você saiba, a mesma o esteja o incomodando. Isso é conhecido como “posição do insone”;
  • Busque terapias para relaxamento, como yoga e meditação. Recitar e ouvir mantras ajudam a relaxar o corpo e a mente, facilitando assim o sono;
  • Tome um banho morno antes de ir dormir;
  • Evite pensar nos problemas: deixe para resolvê-los no dia seguinte, quando acordar. E qualquer coisa que você perceba que possa estar tomando sua atenção deve ser afastada, até mesmo o tic-tac de um relógio que prenda sua atenção pode dificultar-lhe ter uma boa noite de sono!
  • E se o sono não chega, levante-se e vá fazer alguma tarefa agradável e relaxante até que o mesmo volte.

Se o problema persistir, procure orientação médica! Com o seu sono você não deve brincar, pois se trata de um momento que deve ser agradável e restaurador, não um suplício.

Bem, se você gostou de nosso artigo e quiser ler mais sobre os assuntos, vamos deixar-lhes aqui as referências bibliográficas que mais nos interessaram, assim pode continuar seus estudos no assunto:

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