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Dengue – Um problema mundial

Mais um grande olá e um boa noite (sim, costumo escrever à noite mesmo ^^)!

Vim hoje aqui a fim de falar sobre um problema que vem assustando a todos: a dengue.

A ideia de falar sobre isso surgiu quando fui com minha esposa ontem até uma urgência (ela está com problema de infecção urinária e anemia, mas está bem melhor agora 🙂 ) e vi lá algo que geralmente não percebo, já que estou na maior parte do tempo aqui, em frente ao meu monitor, trabalhando, estudando e/ou discutindo diversos assuntos. O que vi foram inúmeros casos de pessoas dando entrada lá, sendo diagnosticadas como contaminadas pelo vírus da dengue.

Bem, apesar de todos os esforços que o pessoal da urgência estava empregando, era realmente complicado atender a todos os casos nas melhores condições e em tempo hábil. 🙁

Nesse dia, precisamos ir numa ambulância até outra clínica para fazer um exame (calma, não era nada grave, mas por motivos que ninguém conseguiu nos explicar bem, não poderíamos fazer aonde estávamos – possuem o equipamento, mas não usam) e uma garota, por volta de doze anos, estava indo também – caso de dengue hemorrágica. 🙁

E para piorar, quando chegaram ao hospital onde deveria ficar (e já haviam garantido que havia vaga lá!) a recusaram, simplesmente disseram que não poderiam aceitá-la. Só (bem) mais tarde conseguiram alojá-la em um outro hospital. É, amigos, bem vindo ao sistema nacional de saúde!

Agora que já falei (muito) sobre o que me motivou a escrever sobre isso, gostaria de falar sobre as coisas que li sobre o assunto (sim, após ver tantas coisas, é claro que me preocupei ainda mais e caí em campo na leitura).

Das coisas que li e/ou sei, as principais a destacar são:

  • São dois os tipos de mosquito que podem transmitir a dengue: Aedes aegypti e Adedes albopictus (antes eu sabia somente da existência do primeiro). Ambos possuem vida diurna, ou seja, picam durante o dia, enquanto que o mosquito comum, que tanto conhecemos (chamado Culex) possui vida noturna;
  • Apesar do tempo de vida curto, o Aedes alimenta-se muito, podendo picar uma pessoa a cada vinte ou trinta minutos. Quanto mais picadas, mais pessoas diferentes podem ser seu alvo, aumentando assim o risco de maior proliferação da doença!
  • Por picarem durante o dia e voarem a uma baixa altura (cerca de um metro), as crianças têm sido seus principais alvos. Sendo assim, atenção redobrada com os pequeninos, pois seu sistema imunológico é bem mais fraco! O uso de repelentes durante o dia está sendo fortemente recomendado pelas autoridades sanitárias;
  • Há atualmente quatro tipos de dengue, mas somente os três primeiros tipos foram diagnosticados no Brasil. Ainda bem, pois se já está difícil com três tipos, imagina com quatro!
  • Muito se discute sobre a prevenção por meio de não deixar recipientes onde água limpa (diga-se aqui, de chuva, ou de torneira mesmo) possa acumular permitindo a reprodução do mosquito. Essa é com certeza uma ótima forma de prevenção… mas o que acontece se meu vizinho não fizer isso? O mosquito que se reproduz lá pode atacar não somente ele, mas também toda a área em volta. Então, além de prevenir sua reprodução, é bom prevenir sua aproximação. Repelentes e outras coisas podem ser usadas. O que geralmente desaconselho é o uso de inseticidas, pois lembre-se que eles são feitos de veneno e respirar o mesmo não faz bem, principalmente para crianças;
  • Como não sou muito velho, não sabia que já tivemos no Brasil inúmeras “novas epidemias” de dengue (só lembrava de uma há pouco tempo atrás, quando o governo disse com orgulho que “no Brasil a dengue estava erradicada”). O retorno da doença sempre se dá devido ao descuido das autoridades e da população para um problema tão sério como este;
  • Assim como todas as viroses, nem todos desenvolvem os sintomas da dengue – muitos acabam por ter o vírus em seu organismo, mas a doença permanece lá, latente, sem apresentar os sintomas, que geralmente incomodam o hospedeiro, levando-o a procurar ajuda e, assim sendo, detectar a doença;
  • Os principais sintomas nos estágios iniciais são febre alta, mal-estar, pouco apetite, dores de cabeça, musculares e nos olhos;
  • Na dengue hemorrágica, a alteração da coagulação do sangue leva a hemorragias internas nos vasos, causando assim sangramentos gengivais, nasais e até uterinos (grávidas, por favor, muito cuidado com esta doença!). A dengue hemorrágica é muito séria e pode levar à morte se não tratada imediatamente;
  • Outra coisa que desconhecia e agora sei (graças à poderosa Internet) é sobre a síndrome do choque hemorrágico. Irei transcrever aqui um trecho da Wikipédia que fala sobre isso: “A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando pessoas imunes a um sorotipo devido a infecção passada já resolvida viajam e são infectadas por outro sorotipo. Os anticorpos produzidos não são especificos suficientemente para neutralizar o novo sorotipo, mas ligam-se aos virions formando complexos que causam danos endoteliais, produzindo hemorragias mais perigosas que as da infecção inicial. A febre é o principal sintoma.”
  • E, por fim, mas não encerrando aqui o assunto, a dengue é tratada como um grave problema nacional. Na verdade, ela é um grave problema MUNDIAL, já que há países em todo o mundo onde essa epidemia está assolando.

Espero que as coisas que enunciei ajudem a despertar em você o interesse por saber mais sobre esse problema e, assim sendo, a buscar a prevenção e a informar outras pessoas sobre como proceder. Quem tiver interesse em pesquisar mais sobre o assunto, deixo aqui alguns sites onde mais informações podem ser encontradas:
WikiPédia – Dengue
Site Combate a Dengue
Site do Dr. Drauzio Varella
Centro de Informação em Saúde para Viajantes

Bem, é isso aí: a informação e a consciência são nossas melhores armas nessa luta. Use-as sabiamente!

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