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Cancro mole

O cancro mole é uma infecção bacteriana sexualmente transmissível caracterizada por feridas dolorosas na genitália. O cancro mole é caracterizado por ser transmitido de um indivíduo para outro, somente através do contato sexual.

Causas do cancro mole

O cancro mole é uma infecção causada por uma bactéria gram-negativa denominada Haemophilus ducreyi. É uma enfermidade encontrada principalmente em países com baixos níveis socioeconômicos, associados com o grande número de prostituição.

A maioria das pessoas diagnosticadas com cancro mole já visitou países onde a doença é conhecida pela sua elevada frequência, embora os surtos do cancro mole estejam mais associados com o uso de cocaína, de crack e prostituição.

O cancro mole pode ser um fator de risco para o indivíduo contrair o vírus HIV, devido à exposição sexual, o que facilita a transmissão da infecção entre as pessoas.

Sintomas do cancro mole

A bactéria H. ducreyi entra através da pele do individuo durante a relação sexual. A reação do tecido local conduz ao desenvolvimento de uma pápula, que progride para pústula entre quatro a sete dias. Em seguida, esta pápula sofre uma necrose e começa a formar uma úlcera, que se caracteriza basicamente por: bordas irregulares, dor intensa, base coberta por um material cinza-amarelado e que sangra facilmente se sofrer algum traumatismo. Os sintomas decorrentes são linfadenopatia dolorosa, dor ao urinar e dor durante a relação sexual nas mulheres.

Cerca de 50% dos homens infectados tem apenas uma única úlcera. As mulheres, no entanto, frequentemente têm quatro ou mais úlceras.

Complicações do cancro mole no organismo humano

A úlcera inicial pode ser confundida como uma ferida típica da sífilis primária. Cerca de um terço dos indivíduos infectados desenvolvem alargamentos dos nodos linfáticos inguinais, que ficam situados na dobra entre a perna e o abdômen inferior.

Cerca de 50% dos que desenvolveram inchaço dos gânglios linfáticos inguinais, sofrerão uma ruptura dos nós através da pele, produzindo abscessos de drenagem.

Diagnóstico do cancro mole

O diagnóstico vai depender das variantes clínicas apresentadas pelo paciente, entre algumas:

  • Cancro mole pequeno: com úlcera superficial relativamente indolor.
  • Cancro mole grande: úlcera granulomatosa grande no local, estendendo-se para além de suas margens.
  • Cancro mole folicular: típicos em mulheres com associação de folículos capilares dos grandes lábios e púbis. A pústula folicular evolui para uma úlcera.
  • Cancro mole transitório: se caracteriza por úlceras superficiais, que podem curar-se rapidamente.

Tratamento

O tratamento para o cancro mole é feito com uma dose única de medicamento por via oral (cerca de uma grama) durante sete dias, sendo os abscessos drenados. Recentemente, houve vários casos isolados nos quais foram relatados resistência aos fármacos utilizados.  O tratamento pode não dar certo quando o indivíduo está infectado também com o vírus HIV, sendo necessária assim uma terapia mais específica para o caso.

Prognóstico

O prognóstico é muito bom, se realizado o tratamento adequado. Tratar os contatos sexuais de indivíduo infectado também auxilia a quebrar o ciclo da infecção.

Por Salete Dias

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