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Giga Mundo – Saúde Ansiedade Hipnoterapia, estresse e ansiedade

Hipnoterapia, estresse e ansiedade

estresse pode ser definido como um estado que experimentamos quando há uma incompatibilidade entre as exigências percebidas e a nossa capacidade percebida para lidar. O estresse também pode ser definido como uma resposta adaptativa do corpo para mudar no meio ambiente. A resposta ao estresse evoluiu para permitir que os seres humanos lidarem com os perigos mortais ou no mínimo perigosas, quando confrontados com um animal selvagem ou uma pessoa de comportamento hostil. Em situações como esta, uma ação é necessária – desta forma, o corpo responde preparando-se para lutar ou fugir.

Hoje não enfrentamos os mesmos perigos que os nossos antepassados, mas a resposta ao estresse a situações difíceis que enfrentamos ainda está conosco e nossa mente e corpo ainda se preparam para lutar ou fugir quando confrontados. Isto é onde o problema pode começar, pois em certas situações podemos sentir tal estresse mas não haver a possibilidade de luta ou fuga física, tal como quando estamos presos em um engarrafamento, ou talvez num confronto desleal no mercado de trabalho. Esses dois e muitos outros eventos são experimentados diariamente e o estresse acumula dentro de nós até que possa prejudicar a nossa saúde, se uma solução não for encontrada

O estresse não é sempre ruim – a resposta ao estresse foi projetada para ajudar e proteger-nos e algumas pessoas até se colocam em situações de estresse com as quais sabem que podem lidar.

A nossa resposta à situação de estresse varia bastante, dependendo de nossa personalidade, condicionamento e treinamento. Quando estamos diante de um fator estressor, mas percebemos que temos a capacidade de lidar com isso com sucesso, um sentimento de sucesso e realização é desenvolvido dentro de nós. Este pode ser considerado, então, um bom estresse, e incluir em nossa vida um “estresse bom” para motivar-nos e encorajar-nos a crescer, juntamente com nossa capacidade de lidar com o estresse é possivelmente a chave para se manter saudável, positivo e ativo em qualquer “arena da vida” em que nos encontremos.

Nossa capacidade de lidar com o estresse pode ser afetada por nossa dieta e por meio da ingestão de substâncias boas que o corpo precisa para permanecer forte e flexível. Também devemos evitar qualquer coisa que poderia nos levar a sermos mais estressados ou mais fracos, como drogas, álcool, fumo, etc.

O fator estressor pode ser externo, como algum evento ou situação que está o causando o estresse, ou interno, como atitudes e emoções que o desencadeiam (ansiedade, culpa, baixa auto-estima, medo, etc.).

Estresse e a reação fisiológica

A reação fisiológica decorrente do estresse (conhecida em inglês como “Fight or Flight Response”) é a resposta do organismo a um estressor.

Alterações nos hormônios preparam uma pessoa para ficar e lidar com um estressor ou para fugir. Este estado de alerta imediato é quando o corpo se prepara para tomar medidas, e neste estado a pessoa vai ser extremamente atenta ao seu redor, mas também muito ansioso e, eventualmente, incapaz de se concentrar.

O corpo reduz a atuação de sistemas não vitais à resposta ao estressor, como o sistema digestivo por exemplo, motivo pelo qual uma pessoa em uma situação de luta ou fuga pode sentir a boca seca ou mesmo o famoso “embrulho no estômago”. O corpo prepara-se de outras formas também, como uma maior circulação sanguínea e liberação de energia para o corpo, resultando inclusive em uma maior produção de suor.

Toda essa reação é desencadeada assim que uma mensagem de alerta é enviada para uma parte do cérebro chamada hipotálamo. Esta área do cérebro, então, envia um sinal para as glândulas liberarem adrenalina, o cortisol e a endorfina na corrente sanguínea. Aumento dos níveis de taxa de adrenalina aumenta os batimentos do coração e a circulação sanguínea que por sua vez leva mais oxigênio e glicose para os músculos. O cortisol provoca um aumento de aminoácidos e açúcares no sangue. Aminoácidos são essenciais para a reparação e recuperação de tecidos danificados, que podem ocorrer sob condições de estresse e o açúcar no sangue aumenta a disponibilidade de glicose (combustível) para o corpo.

A liberação de endorfina, que é uma substância como a morfina só que mais poderosa, fornece um anestésico natural para o corpo. A dor é bloqueada e uma sensação de euforia pode ser experimentada.

Nós ainda temos essa resposta, pois ainda é necessária para preparar e nos proteger em situações de perigo, como em uma situação de emergência de qualquer tipo, ou ao confrontar qualquer tipo de risco de vida.

Após essa fase inicial da reação cada pessoa terá uma reação psicológica ao estressor, que será baseada em muitas variáveis, incluindo o tipo de personalidade, condicionamento, idade, capacidade física e mental e seu conhecimento relevante para a situação a ser tratada.

São tais sintomas resultantes desta reação que tendemos a chamar muitas vezes de ataque de pânico. O que realmente acontece é que nós podemos estar em uma situação onde nós não podemos lutar ou fugir, como uma reunião ou em um trem, e assim nos tornamos mais e mais ansiosos, levando-nos até mesmo a ficarmos doentes, desenvolvendo assim um problema novo. Além disso, muitas pessoas que sofrem de ataques de pânico e ansiedade, normalmente, desenvolvem algum comportamento obsessivo compulsivo, que pode até mesmo prolongar-se indefinidamente.

Por que a hipnoterapia é totalmente diferente de qualquer outra forma de terapia?

Hipnoterapia é diferente de qualquer outra forma de terapia por causa da maneira como a terapia acontece quando se está sob hipnose. Dito de outra forma, a hipnoterapia é uma combinação muito eficaz de hipnose, um transe ou estado alterado da mente e de relaxamento profundo, e a terapia escolhida, que pode ser, por exemplo, terapia por meio da sugestão, regressão, terapia de estados de ego, programação neuro-linguística, ou hipnoanálise.

A hipnose permite que um indivíduo entre num estado de relaxamento profundo que em si já é uma terapia muito útil para combater o estresse. Ela também permite tornar-se mais calmo e focado, com toda a nossa menta concentrada em resolver o problema em questão e, portanto, fazer o uso melhor da terapia escolhida como ela é aplicada.

Por que é tão útil em casos de estresse, ansiedade e ataques de pânico?

A hipnose é um estado no qual o estado consciente e crítico é suspenso temporariamente e em que a mente entra em harmonia para o bem de todo o ser.

Para aqueles mais acostumados ao contato com computadores, comparo a hipnose ao “modo de segurança” de um computador, onde, se uma parte do sistema está com mau funcionamento, colocar o sistema em modo de segurança permite a investigação e reparação a ser realizada com segurança, minimizando o risco para os sistemas operacionais normais.

Na confusão normal da vida raramente temos tempo para “tirar um tempo”, para entrar em modo de segurança para unir nossos recursos e com calma fazer um balanço e planejar o melhor caminho a seguir. Hipnose, então, é um estado seguro, relaxante, onde podemos deixar as tensões em torno de nós por um curto período e no qual, se o desejarem, um terapeuta experiente pode nos guiar através das fases de investigação, descoberta, planejamento e reparação necessários.

Hipnoterapia, portanto, proporciona relaxamento (e clientes de bons terapeutas aprendem a auto-hipnose para que possam encontrar esse relaxamento profundo por si próprios) e é, portanto, útil, como uma espécie de primeiros socorros. O bom terapeuta ajudará o cliente a encontrar quaisquer emoções reprimidas e memórias ruins que podem causar problemas em sua vida, podendo até mesmo desencadear a ansiedade e os sentimentos de pânico, muitas vezes sem que saibamos por quê. Depois disso, o maravilhoso poder da sugestão hipnótica e técnicas de programação neuro-linguística podem ser utilizados para oferecer uma programação nova e eficiente, trazendo muitas vantagens em sua vida.

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